A ABB apresenta o primeiro disjuntor de baixa tensão desenhado para utilização em redes inteligentes

2013-05-03 - Esta inovação pode economizar a energia equivalente ao consumo eléctrico de 1.400 milhões de lares europeus, e ajudará a evitar falhas generalizadas de energia.
A ABB, o grupo líder em tecnologias para electricidade e automação, apresentou recentemente o EMAX 2, o primeiro disjuntor de baixa tensão com funções integradas de gestão de energia. A substituição dos disjuntores tradicionais pelos disjuntores com Emax 2 pode alcançar poupanças de 5,8 milhões de MWh por ano. Esta energia equivale ao consumo de electricidade de 1.400 milhões de lares da União Europeia durante um ano.

Estas poupanças de energia podem reduzir as emissões de 4 milhões de toneladas de CO2, equivalentes às de um milhão de automóveis durante um ano. Para uma instalação num único edifício, pode alcançar-se uma redução de até 15% da potência de pico utilizando o equipamento Emax 2 em vez dos disjuntores tradicionais.

Este tipo de disjuntores é utilizado nos casos em que são necessários meios de protecção e controlo de grandes quantidades de energia em instalações de baixa tensão, como sejam, por exemplo, instalações industriais, edifícios comerciais, centros de processamento de dados e navios.

A substituição de um disjuntor existente pelo novo Emax 2 é tecnicamente simples. Graças às economias de energia que permite, o respectivo custo é amortizado em cerca de um ano.

O disjuntor contém um relé de protecção com um controlador que mede e avalia o consumo energético, a partir do qual gere as cargas de forma a manter ou reduzir o pico de tensão sem exceder o limite estabelecido pelo utilizador. Isto ajudará também a evitar falhas de corrente generalizadas, uma vez que a causa mais frequente das mesmas está relacionada com o facto de o pico de solicitação de potência exceder a potência disponível.

Para gerir o consumo, corta-se a alimentação dos equipamentos não essenciais e volta-se a repô-la quando se alcançam níveis aceitáveis de potência. A tomada inteligente de decisões faz-se graças a um controlador interno com um software que emprega algoritmos complexos para decidir quando eliminar cargas, ao mesmo tempo que mantém a funcionalidade ou a produtividade dos equipamentos essenciais, que continuam ligados.

O disjuntor tem também um módulo de comunicação que lhe permite o intercambio de dados de consumo e de fiabilidade da rede, directamente com redes inteligentes e com outros protocolos.

Tarak Metha, director da Divisão Low Voltage Products da ABB, afirmou: "Os disjuntores constituem a maior oportunidade ainda não aproveitada para economizar energia. Os disjuntores têm sido utilizados para aumentar a segurança e proteger os circuitos eléctricos, mas agora, pela primeira vez, estamos a usá-los para poupar energia. Tendo em conta que os disjuntores são amplamente utilizados, o potencial de poupança é enorme. Este é um excelente exemplo de como podemos usar tecnologias inteligentes para reduzir o desperdício de energia. Trata-se uma boa notícia para o ambiente e para os nossos clientes, que poderão conseguir importantes economias, optando pelo nosso novo equipamento".

O desenvolvimento do novo interruptor Emax 2 processou-se ao longo de vários anos e foi liderado pelo centro de desenvolvimento da ABB em Bérgamo, Itália.

Em 2012, A ABB investiu cerca de 1.500 milhões de dólares em investigação e desenvolvimento, e continua a dar emprego a 7.000 cientistas em todo o mundo.

O Grupo ABB, líder em tecnologias de energia e automação, possibilita às empresas de electricidade, água e gás, e à indústria, melhorar o seu desempenho, reduzindo o impacto ambiental. O Grupo ABB opera em cerca de 100 países e emprega aproximadamente 145.000 pessoas.


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