Commodity barata exige ganho de eficiência e produtividade

2017-03-21 - Fonte: Valor Econômico

Por Camila Maia | De Houston (EUA)

O cenário de preços do petróleo na faixa de US$ 50 o barril "veio para ficar", e o uso de tecnologias que permitem ganhos de eficiência e produtividade, com consequente redução de custos, é a alternativa para manter a exploração desses recursos viável no futuro, segundo executivos ouvidos pelo Valor durante um evento promovido pelo grupo industrial ABB em Houston, nos Estados Unidos.

"Acho que vamos ver esse cenário de preços baixos do petróleo por muito tempo, o que força uma busca por soluções", disse Jose Bustamante, vice-presidente de desenvolvimento de negócios e estratégia da empresa de engenharia e execução de projetos Fluor.

Segundo ele, há muitos de seus clientes nessa área de petróleo e gás que querem eliminar o maior volume de gastos possível. "É uma mudança na tecnologia que está forçando isso", disse Bustamante.

Essa busca por ganhos de eficiência não é uma novidade no setor. "Quando os preços do petróleo caíram a US$ 30 o barril nos Estados Unidos, muitos 'players' grandes utilizaram a tecnologia para retomar a lucratividade e lidar com os custos de produção. Podemos usar muito da nossa experiência no mundo, e agora é um momento perfeito para aplicar isso em países como o Brasil e outros", disse Tony Shakib, diretor-geral do setor de internet das coisas da Microsoft, que trabalha com a ABB na gestão das ferramentas do Ability.

"Nesses momentos em que os preços de commodities estão baixos, vemos uma grande procura das empresas pela manutenção de custos baixos. Isso ajuda na contenção de riscos", disse Peter Terwiesch, presidente da divisão de Automação Industrial da ABB.

Terwiesch lembrou o plano aprovado pela BP em dezembro do ano passado de investir US$ 9 bilhões em uma nova plataforma para produção de petróleo no Golfo do México. O sinal verde para o investimento veio três anos depois que a petroleira britânica adiou planos de investir US$ 20 bilhões na região. A companhia cortou custos e revisou seus planos durante o período de baixa do preço da commodity, e conseguiu chegar ao novo projeto, considerado mais eficiente.

Além do setor de petróleo, ele citou o uso dessas tecnologias também em segmentos como mineração e papel e celulose.

A aplicação das tecnologias permite redução de despesas e prazos. Há, por exemplo, a possibilidade de monitoração à distância de uma sonda de exploração de petróleo. "Você reduz a complexidade da operação dessas unidades", disse.

Para Dan Overly, vice-presidente global de produtos do segmento de petróleo e gás da ABB, a maior mudança nesse setor é a possibilidade de execução, ao mesmo tempo, das fases de software e da construção dos equipamentos (hardware) dos projetos. "Uma fase que levaria anos para ser concluída é feita paralelamente à outra fase. A velocidade dos projetos é muito maior. Com isso, você reduz capex e opex, e deixa a industria capaz de fazer mais projetos em menor tempo", disse.

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